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Assalto na Paulista

25/06/2009

Pelas calçadas da Avenida Paulista trasitam executivos engravatados, estudantes, tursitas, homens, mulheres, famílias…e muita, mas muita gente falando ao celular. Por isso, cuidado! Aposto que você conhece alguém que já tenha sido assaltado na Paulista, uma das regiões mais ricas do país. Por exemplo, nossa companheira de Paulistando, Julia Corradi. Ela não chegou a ter o parelho roubado, mas chegou a ser ameaçada. Mesmo com o policiamento, as câmeras de segurança não deixaram de registrar um assalto na altura da Alameda Ministro Rocha Azevedo. Já que não há a devida  segurança, o jeito é não dar bobeira. Clique aqui e veja o vídeo publicado numa matéria do G1 que mostra a habilidade dos assaltantes.

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02/06/2009
No ar na Buenos Aires

No ar na Buenos Aires

O rei da Paulista

11/05/2009
Todo mundo tem seu dia de rei...

Todo mundo tem seu dia de rei...

Outro lado da virada

05/05/2009

Já que o assunto do último final de semana foi a Virada Cultural, vale a pena um derradeiro comentário sobre um outro lado da virada…uma virada furada. Você provavelmente já viu, ouviu e leu sobre o lixo e fedor que tomou conta das ruas durante a Virada, não é?

No sábado a noite tive uma visão estranha. A praça da República tomada por milhares pessoas, o som ao fundo de alguma música de rock. A minha intenção era atravessar a praça para chegar até o Largo do Arouche, mas não foi possível. A travessia foi uma verdadeira Odisséia, um empurra-empurra daqueles. Não havia mais divisão entre praça, calçada e asfalto. Infelizes daqueles que tentavam trafegar pelas ruas de carro. Pois enfim me deparei com tal visão. Mesmo com aquele mar de gente, de repente São Paulo pareceu uma cidade abandonada, vítima de um abandono repentino. Ônibus vazios enfileirados no meio da rua, no cruzamento com a República servindo como mictótio, de todos os lados,  o cheiro era forte e ruim, e muitos ainda subiam no teto do veículo… Só faltaram as janelas quebradas. Cenas escatológicas… uma visão de degradação.. . Não entendi também a falta de organização, afinal: porque aqueles ônibus estavam lá? Parados e abandonados? Será que não houve um sistema de horários e fechamento das ruas? Enquanto isso, uma sirene incansável tentava abrir espaço para um caminhão dos Bombeiros. No fim, todo esse trajeto me decepcionou e cansou. Esperava mais organização, limpeza e educação do pessoal. Claro que num evento deste tamanho, com tamanha aglomeração de pessoas,  certas coisas acabam sendo inevitáveis, mas, achei a do ano passado melhor, ao menos, mais convidativa! Público recorde, atrações recorde e lixo recorde. Até que ponto educação e cultura andam juntas?

Segue um link de uma reportagem becana feita pela Jovem Pan sobre o lixo que restou na cidade, e a outra é da Folha sobre o mal-cheiro e o colapso dos banheiros químicos :

Afinal, para que visão se é fechando os olhos que sentimos?

21/04/2009

img_16461Para falar a verdade, não entendo muito de música. O pouco que sei, um querido tio me ensinou, mas infelizmente o tempo, a vida, não nos foram suficientes. Tenho até hoje as partituras que ele me deu.  Meu tio avô Sebastião me ensinou a gostar de música clássica, e é claro, os anos de balé clássico contribuíram, e muito. Algumas composições e óperas nas vozes Pavarotti, Plácido Domingos e até mesmo Bocelli já tinham lugar garantido na track list do meu Mp3.

É difícil explicar como e por quê uma música te faz chorar, arrepiar de emoção. Foi justamente por isso que resolvi ficar em São Paulo neste feriado, não podia perder o show de Andrea Bocelli.

Adoro esta São Paulo de shows gratuitos, que fornece a todos a oportunidade de estar diante de algo, em minha opinião, tão especial.  Por outro lado, confesso também que shows gratuitos e  aquela multidão toda não são lá as coisas que mais amo na vida, mas, a vontade de poder ouvir e sentir aquela voz ao vivo era maior que tudo, mais até do que a dúvida que me surgiu quando vi aquele céu nublado.

E entre as 25 mil pessoas, tietes da Ivete (cuja gravidez de quatro meses foi assumida), fãs de Toquinho, crianças chorando e jogando game boy totalmente alheias ao espetáculo, estava eu lá, no meio da multidão, ansiosa por Con te Partiro. Liguei até mesmo para minha avó para que ela pudesse escutá-lo. Mesmo sendo uma grande fã de ópera, não arredou o pé de sua casa em Mogi Mirim para ver o tenor.

Valeram as duas baldeações de metrô, o trânsito e o táxi com bandeira 2 até o Parque da Independência. Valeu também enfrentar toda aquela aglomeração em busca de um espaço, de onde pude acompanhar a apresentação pelo telão instalado à esquerda do palco. Só não valeu o helicóptero que sobrevoava o parque fazer tanto barulho, a ponto de impedir que o som pudesse ser ouvido por quem estava muito longe do palco, aliás, poderia ter havido mais caixas de som ao longo da platéia.

 

Até a próxima…Virada Cultural está chegando…