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Virada Cultural: Show Geraldo Azevedo

04/05/2009

Ás sete horas da noite do dia 2 de maio resolvemos: Vamos na Virada Cultural!  Eu queria ver o Balé da Cidade, que se apresentou no Vale do Anhagabaú e arrastei meu namorado e minha irmã foram comigo. O discurso foi perfeito “é cobertura para o blog, mas vai ser divertido”. O jornalismo não me deixa nem nas horas de lazer.

Perdemos o Balé…só vi de longe algumas bailarinas de branco saltando no ar acompanhando o ritmo de uma música que não se fazia escutar. Fomos para o show do Geraldo  Azevedo na avenida São João, onde iríamos encontrar um casal de amigos.

Quinze minutos antes do show conseguimos nos espremer, razoavelmente perto do palco, entre uma multidão e as árvores na calçada. Geraldo começou pontualmente às 21h sua apresentação e animou o público com algumas de suas canções: Disparada, Dia Branco, Bicho de 7 cabeças, O princípio do prazer, Sabiá, Dona da minha Cabeça e Moça Bonita.

O público, em coro, cantava junto com o músico pernambucano, que dedicou Moça Bonita para as mulheres presentes. “Eu vou cantar para as mulheres, por que pelos homens eu não me inspiro de jeito nenhum”, disse  muito simpático Geraldo.

Espremida e agarrada no meu namorado, pude ver, escondida em seu abraço, uma moça de olhos azuis chorando quando o flautista anunciou a   música Bicho de 7  Cabeças. Além da maravilhosa interpretação, neste momento, erguidos por um guindaste, malabaristas dançavam no ar conforme a melodia.

O primeiro andar do prédio ao lado do palco parecia um camarote, onde dançavam duas crianças e uma mulher com um bebê no colo; um homem escala a grade da loja para fotografar o músico, enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, sobe na árvore e se agarra nos galhos, em busca da melhor vista do palco. E todos cantam e dançam, por que é impossível não se permitir contagiar.

Após 1 hora de apresentação, a música de encerramento, Taxi Lunar, deixou um gostinho de quero mais, e até mesmo o cantor gostaria de ter atendido o pedido de bis: “Já estão me avisando que é pra encerrar o show…”

O final da melhor parte da minha Virada foi pegar, à beira mar, um táxi pra estação lunar…

Táxi Lunar – Geraldo Azevedo

Afinal, para que visão se é fechando os olhos que sentimos?

21/04/2009

img_16461Para falar a verdade, não entendo muito de música. O pouco que sei, um querido tio me ensinou, mas infelizmente o tempo, a vida, não nos foram suficientes. Tenho até hoje as partituras que ele me deu.  Meu tio avô Sebastião me ensinou a gostar de música clássica, e é claro, os anos de balé clássico contribuíram, e muito. Algumas composições e óperas nas vozes Pavarotti, Plácido Domingos e até mesmo Bocelli já tinham lugar garantido na track list do meu Mp3.

É difícil explicar como e por quê uma música te faz chorar, arrepiar de emoção. Foi justamente por isso que resolvi ficar em São Paulo neste feriado, não podia perder o show de Andrea Bocelli.

Adoro esta São Paulo de shows gratuitos, que fornece a todos a oportunidade de estar diante de algo, em minha opinião, tão especial.  Por outro lado, confesso também que shows gratuitos e  aquela multidão toda não são lá as coisas que mais amo na vida, mas, a vontade de poder ouvir e sentir aquela voz ao vivo era maior que tudo, mais até do que a dúvida que me surgiu quando vi aquele céu nublado.

E entre as 25 mil pessoas, tietes da Ivete (cuja gravidez de quatro meses foi assumida), fãs de Toquinho, crianças chorando e jogando game boy totalmente alheias ao espetáculo, estava eu lá, no meio da multidão, ansiosa por Con te Partiro. Liguei até mesmo para minha avó para que ela pudesse escutá-lo. Mesmo sendo uma grande fã de ópera, não arredou o pé de sua casa em Mogi Mirim para ver o tenor.

Valeram as duas baldeações de metrô, o trânsito e o táxi com bandeira 2 até o Parque da Independência. Valeu também enfrentar toda aquela aglomeração em busca de um espaço, de onde pude acompanhar a apresentação pelo telão instalado à esquerda do palco. Só não valeu o helicóptero que sobrevoava o parque fazer tanto barulho, a ponto de impedir que o som pudesse ser ouvido por quem estava muito longe do palco, aliás, poderia ter havido mais caixas de som ao longo da platéia.

 

Até a próxima…Virada Cultural está chegando…